quali X quanti
abril 7th, 2011 § 1 Comentário
Estamos, eu e a Clara, passando por uma fase de mudanças. Muitas delas, e das fortes.
Clara está começando a se adaptar à nova escola, arrasando em matemática e entendendo que fazer novos amigos não significa necessariamente se desfazer dos antigos. Pra isso, reformulamos alguns planos e ela tem conseguido visitar a antiga escola e colocar a conversa em dia com as pessoas mais queridas. Falta um tanto, mas já é um passo e ela está mais alegre. Fora a escola, tem a biologia… ah, os hormônios da pré adolescência batendo cada vez mais e o mix de sensações sem explicação explodem – agora em nós duas, e sempre ao mesmo tempo. Mulheres, em qualquer idade, têm o relógio da TPM ajustado de acordo com o “bando”.
Eu numa nova área profissional, enfrentando mudanças e erros – que, confesso, odeio cometer, mesmo que os saiba neessários para aprender e crescer e blablabla… – que me fazem vez ou outra pensar se fiz mesmo a escolha certa. Mas é só lembrar de uma ou duas coisinhas que, ufa, me certifico de que está tudo bem, escolhas sempre nos apresentam mudanças não tão simples de lidar mas que, uma vez firmes, só podem ser boas. Nas relações interpessoais, momento de limpeza. Não tá afim de agregar? Sai. Sai do meu pé, bem tatuado em letras enormes e grossas, tais como a ordem: SAI.
…e daí que é um tal de uma chegar tarde em casa, a outra não parar em casa e nossos encontros serem pautados por muito mais emoções do que há um ou dois anos. Briga, impaciência, resmungos, desentendimentos… nível chefão, porque agora é de mocinha pra mulher e, ai, como isso muda a questão do argumento. Mas vamos, as duas, sempre juntas, acertando nossos ponteiros. Porque a gente tem um denominador comum incrívl, porque a gente tem uma à outra e porque a gente é muito feliz assim, juntinhas. Aprendendo que qualidade é, sim, muito melhor que quantidade.

Falando em fase de mudanças…
já passei por algumas na vida, e assim como Clarinha, sempre estive grudada na minha mãe e assim tudo fica mais fácil… o bicho pega quando essas mudanças vêm e nós estamos longe, sem colo e casa de mãe, essa é a mudança mais difícil de todas. Aí a gente respira fundo e prefere acreditar que já é “adulto” o suficiente pra segurar a barra, mesmo sabendo, lá no fundo, que seria muito mais fácil continuar na condição de filha, debaixo das asinhas da mãe coruja (ou mãe joaninha, no caso da minha rs)
Mas as mudanças também são bem vindas, pessoas novas, lugares novos, tudo novo… que delícia!
E eu quero conhecer a Clarinha-geminiana!
beijocas!