“…e um dia as mães amadurecem”
novembro 20th, 2011 § Deixe um comentário
Sábias palavras vêm, usualmente, de pessoas felizes. E eu, sortuda que sou, tenho algumas destas pessoas presentes (em ambos os sentidos) na vida.
E daí que fui encontrar o pessoal feliz do Ceará e mal via a hora de apresentar a Clara, vida da minha vida, pra eles. Só que levei a mocinha pro samba, feijoada e calor humano num momento (de idade, de sono e de tantas coisinhas mais) um pouco inapropriado.
Chegamos, comemos, demos beijos e abraços e logo aquilo ficou chatinho pra ela. Eu, que me divertia de monte, fiquei incomodada ao perceber a pessoa incomodada. E errei feio: briguei, achei que deveria se esforçar pra ficar feliz e acabei estragando o momento – poderia simplesmente ter me contentado em estar feliz ali e, ah, é a vida, nem sempre dá pra todo mundo estar feliz ao mesmo tempo, ficar mais um pouquinho e fim.
Mas não. Fiz que fiz que deixei a Clara triste, fiquei triste e assim foi.
Daí, no caminho de volta, com toda a sabedoria que só uma filha com tanto amor tem, ela me diz: “mãe, eu acho que você precisa relaxar um pouco. Aliás, precisa relaxar muito. Fica nessas de querer fazer tudo perfeito – trabalho, em casa, comigo, com todo mundo – que esquece de curtir. Se eu quisesse uma mãe perfeita, comprava um Barbie-mãe”. E me desmontou. Porque ela sabe, mais do que ninguém, que eu me cobro muito mesmo e que esta cobrança toda só pode resultar em insatisfação – uma vez que acabo querendo me superar, que o bom nunca está bom, coloco os olhos no ótimo e esqueço a máxima do “simples e feliz”. Complico e me estrumbico.
Sábio tio Euvaldo que, querido que ele só, acolheu minha neninha e disse: “calma, Clarinha… um dia as mães amadurecem”. Mais um dos momentos compartilhados e inesquecíveis com essa gente que canta e é feliz.
Play!
voltando…
novembro 16th, 2011 § 1 Comentário
Faz tempo. Muito mais do que eu gostaria, muito menos do que a Clara esperava – adolescente e ponto, não quer mais fazer nada comigo. Ufa, dentro do esperado.
Acontece que este espaço não foi feito pra deixar em branco e, afe, eu sou a mãe, quem manda aqui (pelo menos aqui!) sou eu! E daí que mesmo que ela não queira escrever, ou se comprometer a escrever, eu quero – pela troca, pela sensação da escrita e porque sinto falta (um tanto, aiaiai…) de dividir algumas coisas desta vida de manhefilha.
E, neste momento, o que eu quero dividir é o maior amor do mundo, todo ele, com todos os corações e mãos e beijos e abraços, e com toda a força do universo e arredores, com a minha irmã Fernanda – que só não é como uma mãe pra mim porque é muito nova pra isso e porque aprontou junto e esteve presente em todas as horas mais relevantes da minha vida. Inclusive segurando a mão no primeiro aniversário que passei com a Clara na barriga.
Fê, pro mundo todo e pra quem mais quiser saber: estamos longe, separadas por um oceano – mas sempre pertinho, com todo o amor que existe na gente.
::férias de julho::
julho 8th, 2011 § Deixe um comentário
Férias – aquele tempo de dar um tempo. Da escola, do trabalho e, no caso da duplinha aqui, da mãe. Pois é, a “pequena” vai passar um tempo onde eu passei muito tempo, e isso é uma das coisas que mais gosto nesta família: a gente tem umas manias, umas tradições que são bem gostosas.
Maaaaas… eu não tinha como tirar férias dos meus pais, inclusive porque ia pra lá com os meus pais e então era tudo bem diferente. Essa tal liberdade era bem controlada, e já paguei o mico do meu pai descendo de pijamas pra me arrastar pra casa – adolescente com o pai chamando já é punk, imagina o figura de pijama. De matar, né?
E daí que quando eu falo pra Clarinha que ela é privilegiada é bom que ela acredite, porque viajar com avô é bem mais legal que viajar com os pais, e ir pro mesmo lugar onde a mãe passou as férias e aprontou um tanto na idade dela é incrivelmente delicioso: já sei o que pode acontecer por lá e acho o máximo que minha filha possa passar pelas mesmas experiências que eu, ter lembranças parecidas e trazer felicidade da origem. Porque isso são férias: um tempo bom pra ser feliz. Pelo menos pra mim, porque, olha… sente só o que ela escreveu sobre estas férias sem mãe! Miiiiiiiiiiiiii!!!!!

Minha mãe não pode ir pra Poços porque não será a mesma coisa. Eu e minhas duas tias da minha idade, na primeira vez que ficamos sozinhas pegamos Coca-Cola e brindamos a liberdade, e com minha mãe lá nós não teremos as mesmas brincadeiras.
Ela sempre fala que a gente vai paquerar, se a gente fala com um garoto ela quer saber se estamos afim dele.
É férias e a gente precisa de um tempo das mães e sempre que a gente fala com alguém a gente quer namorar.
Amo muito minha mãe, mas a gente precisa de um tempo de tudo.
NOTA DA MÃE: pelo tanto que ela falou em namorar, até parece que converso por nada, né mesmo?!?! Vai, Clarinha, ser feliz – pra isso que te crio, preta linda do meu coração <3
mãe é tudo de bom
maio 8th, 2011 § 1 Comentário
Mãe:
Vocé é:
Minha alegria
Minha inspiração
Minha querida
Miha rainha
Minha querida
Meu ídolo
Enfim…
MINHA VIDA!
MInha, você é minha
…e com essas pelavras-sensações caprichosamente desenhadas, Clarinha reafirma porque esse amor deste tamanho, sem tamanho! E eu atesto: não tem nada melhor pra mim do que ser mãe dela, a vida da minha vida!
Só tenho a agradecer por ter uma filha linda, saudável, esperta, querida, amorosa, companheira e, especialmente, minha, só minha!
FELIZ DIA DAS MÃES PRAS MUSAS MATERNAIS!!!
::sexta-feira da paixão::
abril 22nd, 2011 § Deixe um comentário
Diálogo de sexta-feira de manhã:
- Mãe, por que hoje é sexta-feira da paixão?
- Porque hoje é o dia no qual Jesus foi crucificado.
- NOSSA! E porque paixão? O que tem de bom nisso?
- Filha… a mãe não é a pessoa mais católica do mundo, nem sequer é católica, mas espiritualmente falando posso te explicar o que eu acho, quer?
- Ai, tá… (prevendo que lá vem a religiosidade de uma mãe quem tem, entre as 37 tatuagens, uma escrio “Orai e Vigiai”)
- Então, eu acho que é da paixão porquê tem muita emoção contida na história. Hoje é o dia que Jesus foi traído pelos amigos, julgado, apedrejado, torturado e crucificado, isso depois do auge na semana passada (ok, olhando agora parece que Jesus foi uma banda de rock… ai…)
- Mas e a paixão? O que tem a ver com isso?
- Ah, filha… a paixão não é um sentimento forte, impulsivo, cheio de coisa estranha? Acho que é por isso…
- Mas ele não morreu? Que tem de paixão nisso, mãe?
- Ele morreu de uma forma horrível, neninha. Mas recussitou no dia seguinte e no outro, olha que BAFO, subiu aos céus.
- Ahhhhh, acho que entendi… hoje ele se deu muito mal, amanhã ele mostrou porque não era um cara qualquer e no domingo fez os pobres mortais entenderem TUDO e respeitarem?
- Ai, Clara… como eu amo sua cabecinha que funciona!
(olha, nada melhor que explicar as coisas do seu próprio jeito pra os que são do seu jeito!)
::criança/futuro versus saúde/presente::
abril 19th, 2011 § Deixe um comentário
Passamos por uma situação e tanto na última noite.
Tudo começou com a tal da adolescência e a insatisfação com o entorno global da vida de Clara. Nada, juro, nada está bom. A escola é chata, o inglês é chato, acordar cedo é chato, as roupas são chatas e, é claro, a mãe é chata. Daí, por volta das 10 da noite, a pele virou chata e a pequena resolveu passar um creme para peles extremamente ressecadas pra dar um jeito, porque, né, a cosmética taí pra isso mesmo.
“Mãe, acho que estou com uma reação alérgica”. Assim, na maior calma. Eu, que estava escrevendo, como de costume nesse horário, só levantei a cabeça esperando encontrar uma coceirinha… UAAAAAAU!!! Aquela coisinha linda e macia e rosada estava num tom de vermelho dos mais potentes, com umas placas e os olhos, ai, os olhos que eu mais amo no mundo estavam pra lá de… hum, quase deformados! Neura!!!! Corre pra cá, busca a chave do carro da titia Luiza – sempre salva! – e corre pro hospital. Corre, porque alergia é um mistério pra mim, sempre acho que vai acabar tudo muito mal em 3, 2, 1… e a Clara a falar: “mãe, calma, é só uma alergia”. Nem conseguia responder. Só queria chegar logo!
Chegamos. Corre pra entrada do PS… fechada! – Estamos em obras, entre pela porta principal – Ok, a porta principal fica a 10 minutos do retorno e aquela carinha ficando cada vez mais vermelha e eu cada vez mais tensa. Corre, Clara, vai pegando uma senha enquanto eu estaciono. Juro, corre mesmo porque alergia… “Ai, mãe, calma…”.
Gente do céu! Ontem deve ter sido dia mundial da criança no pronto socorro. Neste primeiro, nem chegamos a pergutar nada tamanho o caos que vimos: mães literalmente invadindo a sala de pré consulta pra saber em quanto tempo seus filhos – a maior parte bebezinhos – seriam atendidos. Pronto socorro não deve ter este nome em vão, não é mesmo?
Segunda parada: “Calma, mãe, dirige devagar, já nem está coçando tanto…”. Calma da onde, Clara? “Mãe, desculpa fazer tudo isso a essa hora, mas é que minha pele estava muito ruim mesmo.” Ah, cêjura que a pele de uma menina de 11 anos precisa de creme extraforte? Não, né? Vaidade tem limite, vaidade é, inclusive um pecado. Ou não… mas me pareceu algo muito perto de pecado quanto o ato de buscar cuidados exagerados pegou mal na minha filha, minha linda. – Senhora, temos apenas um pediatra disponível, e ele está na UTI cuidando de um bebê com parada respiratória – Clara tá respirando, ufa, então bom senso, pelamordedeus, e vamos procurar outro lugar… Filha, faz uma oração pra este nenê que está lá sendo cuidado pela única médica disponível. “Pronto, mãe, pedi pra ela ter atenção com ele e pro hospital ter mais médicos, porque imagina se fosse mais do que um nenê”. Tá entendendo porque é a vida da minha vida?
Terceiro hospital: ABARROTADO DE CRIANÇAS! Oi, moça, por favor… este é o terceiro hospital pra onde eu corro, olha o rosto da menina, vermelho, tá com alergia de creme, não sei… pode por favor ver se as coisas não estão piores do que estou vendo? “Ai, desculpa, minha mãe fica nervosa quando eu quebro uma unha, você sabe, ela me ama mais que tudo, exagerada, já tá melhorando… Mãe, calma!” A enfermeira olha, tira a pressão, vê o lance da oxigenação no sangue e define que não é prioridade. Ok. Mãe mais calma. Se não é prioridade, não tá tão feio quanto parece… Toca esperar uma hora e meia pelo atendimento do pediatra, enfim.
A noite foi passando, o sono batendo, a impaciência também… Clara teve que tomar mais remédios porque a alergia, naquela pele incrível, linda, fininha e sem nenhum sinal de estar “uma droga” antes do creme, aumentou. E anti alérgico dá sono… e muito anti alérgico deixa a mãe aqui um tanto preocupada, óbvio, é muito remédio que faz a criança – sim, 11 anos é criança!!! – chapar. Eu não gosto da minha filha chapada. Nem de remédio. Sou do tipo Tylenol é vida e deve resolver com muita água e repouso. Mas eu não sou médica e alergia é um mito pra mim.
Enquanto tudo isso passava, e enquanto aguardo a pequena ficar 100% de novo, escrevo este post desabafo e protesto: se pra gente, que tem plano de saúde, carro (mesmo que emprestado), condição de pagar um médico se for algo bem grave mesmo, tá difícil… imagina só pra quem não tem nada disso!!! É de deixar o coração apertado e a cabeça à mil pensar que tem muita, mas muita gente mesmo que passa por mais que isso com casos bem mais sérios com suas crianças e não tem recurso público, nem nenhum recurso, porque se os médicos reclamam que ganhar pouco do plano de saúde, imagina do governo…
Faço um mea culpa e agradeço pela condição que minha família tem de ajudar e estar sempre ali, inclusive nos pequenos momentos. E torço, rezo e espero do fundo do coração que alguém, algum dia, resolva prestar atenção no que significa “futuro do País” – afinal, que economia, política ou qualquer tipo de atuação vai acontecer se estas crianças não crescerem?
::Ohana é família::
abril 13th, 2011 § 2 Comentários
É com esta frase do bichinho serelepe de Lilo&Stitch que começamos este post. Porque hoje é aniversário da titia, da irmã peculiar e da amiga Luiza de Aguirre Nassif. E este ano, como a gente já quase cansou de falar, as mudanças foram/estão sendo enormes. E a titia do nosso coração faz parte das mais fortes e estruturais delas, e por qualquer coisa nessa vida merece não só este, mas todos os posts de amor do mundo.
Porque a titia Luiza aprendeu a entender e aceitar as diferenças com a mãe aqui, e este certamente foi um processo demorado e um pouco dolorido pra nós duas. Porque a titia Luiza cresceu, apareceu e é o orgulho da irmã aqui, mas sem perder o charme de trabalhar numa fantástica fábrica de chocolates, ela que era a Polegarzinha e morava dentro do guarda roupas na nossa antiga casa. Porque a titia Luiza chorou muito quando descobriu que tinha uma filha na nossa vida, e esse choro foi de alguém que ama tanto e se preocupa tanto que não conseguia nem falar sobre o assunto. E essa mesma titia Luiza foi a primeira pessoa que esta mãe que vos escreve viu logo depois de ter a filha, com uma carinha assustada e completamente apaixonada pela nossa Clarinha. Um dos momentos mais emocionantes da minha vida. E, eu sei, da dela também.
Quem me conhece sabe, mas vale compartilhar de novo e de novo: a Luiza foi minha primeira paixão. Foi bater os olhos nela quando ela chegou em casa pra eu descobrir o que era o tão falado amor. Fique em estado de amor absoluto, no qual me encontro até hoje quando o assunto é minha irmã. Meus olhos brilham quando falo dela, mesmo que seja muito mal porque estou brava. Tenho ficado menos brava com ela, então este brilho tem se direcionado pras qualidades excepcionais da Luiza. E são tantas, mas a mais incrível delas é a capacidade de abrir os braços e esmagar com tanta sinceridade que chega a ser raro.
E por a gente ter aprendido a construir pontes ao invés de muros entre nós, Luizinha, te dedico este post e a Clarinha este desenho lindo, lindo, com todo nosso amor, todos os nossos beijos e um grito bem característico de manhefilha: PARABÉEEEEEEEEEEEEEEEEENS, TITIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quali X quanti
abril 7th, 2011 § 1 Comentário
Estamos, eu e a Clara, passando por uma fase de mudanças. Muitas delas, e das fortes.
Clara está começando a se adaptar à nova escola, arrasando em matemática e entendendo que fazer novos amigos não significa necessariamente se desfazer dos antigos. Pra isso, reformulamos alguns planos e ela tem conseguido visitar a antiga escola e colocar a conversa em dia com as pessoas mais queridas. Falta um tanto, mas já é um passo e ela está mais alegre. Fora a escola, tem a biologia… ah, os hormônios da pré adolescência batendo cada vez mais e o mix de sensações sem explicação explodem – agora em nós duas, e sempre ao mesmo tempo. Mulheres, em qualquer idade, têm o relógio da TPM ajustado de acordo com o “bando”.
Eu numa nova área profissional, enfrentando mudanças e erros – que, confesso, odeio cometer, mesmo que os saiba neessários para aprender e crescer e blablabla… – que me fazem vez ou outra pensar se fiz mesmo a escolha certa. Mas é só lembrar de uma ou duas coisinhas que, ufa, me certifico de que está tudo bem, escolhas sempre nos apresentam mudanças não tão simples de lidar mas que, uma vez firmes, só podem ser boas. Nas relações interpessoais, momento de limpeza. Não tá afim de agregar? Sai. Sai do meu pé, bem tatuado em letras enormes e grossas, tais como a ordem: SAI.
…e daí que é um tal de uma chegar tarde em casa, a outra não parar em casa e nossos encontros serem pautados por muito mais emoções do que há um ou dois anos. Briga, impaciência, resmungos, desentendimentos… nível chefão, porque agora é de mocinha pra mulher e, ai, como isso muda a questão do argumento. Mas vamos, as duas, sempre juntas, acertando nossos ponteiros. Porque a gente tem um denominador comum incrívl, porque a gente tem uma à outra e porque a gente é muito feliz assim, juntinhas. Aprendendo que qualidade é, sim, muito melhor que quantidade.
::Feliz, mas…::
março 23rd, 2011 § 3 Comentários
- Mãe, você é a mãe mais bonita de todas as mães da escola.
- Ai, Clara, obrigada pelo elogio, mas aposto que tem um monte de mãe bem bonita por lá.
- É, mas você é diferente.
- Hum, diferente eu acho bem mais legal do que bonita.
- Ai, manhêêêêê… como assim? Você só complica, né?
- Nada! Diferente quer dizer que eu posso ser do jeito que eu achar melhor: com o cabelo do jeito que eu gosto, com as minhas tatuagens, com a roupa que eu preferir e, o melhor de tudo, comer quanto eu quiser!
- E no que isso é diferente de ser bonita?
- “Bonita” pode ser um padrão cheio de regras chatas e sérias, como por exemplo essa mania de magreza. Já reparou que até você, com 11 anos, fica falando “estou gorda, estou magra, estou isso, estou aquilo”? Sabe, o que é mais importante?
- Ah, mãe, tô cansando desse papo…
- Você tá FELIZ com você mesma?
- Sim, mas…
- “Mas” o que, Clara? (já meio brava, porque né… estas últimas semanas estão bem hard core!)
- Mas fico mais feliz com você perto de mim, só isso, sua chata!
//amo mais e mais. E fico mais feliz, mais bonita e tudo muito mais com você do lado, Clara, vida da minha vida!
Aí, fessora… – via Dani Fernandes, amada da mãe e querida da filha!
março 21st, 2011 § 1 Comentário
“Dentro da baleia mora mestre Jonas
Desde que completou a maioridade
a baleia é sua casa, sua cidade
dentro dela guarda suas gravatas, seus ternos de linho
…
e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida “









